Governo: isenção do IR e salário mínimo injetam R$ 110 bilhões na economia

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta quarta-feira (7/1) que a isenção no imposto de renda para quem recebe até R$ 5 mil e o aumento anual no salário mínimo vão injetar cerca de R$ 110 bilhões na economia em 2026.

Marinho estima que o reajuste do salário mínimo de 6,7%, passando de R$ 1.518 para R$ 1.621 neste ano, vai colocar em circulação R$ 80 bilhões.

O salário mínimo é uma questão muito importante. Só o salário mínimo injetará na economia brasileira mais de R$ 80 bilhões no ano”, destacou ele ao programa Bom dia Ministro, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Em dezembro de 2025, o governo federal estimou que as mudanças no desconto do Imposto de Renda vão resultar em isenções e descontos no tributo que somam R$ 25,8 bilhões. 

Os R$ 80 bilhões do aumento do salário mínimo com os R$ 25,8 bilhões provenientes do salário mínimo equivalem a R$ 105,8 bilhões. Marinho, portanto, usou um valor ajustado para cima ao citar os R$ 110 bilhões.

Imposto de renda

O texto que mudou a cobrança do Imposto de Renda zerou a cobrança do tributo para quem recebe até R$ 5 mil por mês e reduziu a cobrança para as pessoas com remuneração mensal de até R$ 7.350. O governo federal estima que o impacto da renúncia será de R$ 25,8 bilhões.

Tabela do IR após aprovação da isenção

Faixa Salarial O que vai ser aplicado Economia anual estimada
Até R$ 5.000 Isenção total R$ 4.356,89
Até R$ 5.500 Desconto de 75% R$ 3.367,68
Até R$ 6.000 Desconto de 50% R$ 2.350,79
Até R$ 6.500 Desconto de 25% R$ 1.333,90
A partir de R$ 7.350 Aplicação da alíquota de 27,5% ---------------------------

Salário mínimo

O salário que vigora no Brasil desde 1º de janeiro deste ano é de R$ 1.621. O valor é resultado de um reajuste de R$ 103 sobre o valor antigo: R$ 1.518.

O valor do reajuste do salário mínimo possui legislação específica. Para o cálculo é aplicado inicialmente o INPC dos últimos 12 meses fechados em novembro, que foi de 4,18%. Depois incide o crescimento do PIB de dois anos antes.

Em 2024, o PIB avançou 3,4%, no entanto, há uma trava na legislação para que o valor correspondente ao PIB fique dentro do intervalo de 0,6% a 2,5%.

Fonte: metropoles


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