PIB do Brasil cresce 0,5% no 2º trimestre de 2026, diz IBGE

O PIB (Produto Interno Bruto) subiu 0,5% no Brasil no segundo trimestre de 2026, na comparação com os três meses imediatamente anteriores, apontam dados divulgados nesta terça-feira (1º) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O resultado mostra uma desaceleração da economia após a alta de 1,1% no primeiro trimestre. A perda de ritmo era aguardada por analistas com o aperto dos juros altos.

A taxa de 0,5% ficou levemente acima da mediana das projeções do mercado financeiro, que era de 0,4%, conforme a agência Bloomberg. O intervalo das previsões ia de 0,2% a 0,6%.

A divulgação desta terça é a última do PIB antes das eleições de outubro. O IBGE publicará os dados do terceiro trimestre em 2 de dezembro.

O governo do presidente Lula (PT), que tenta a reeleição neste ano, apostou em medidas de estímulo à economia nos últimos meses. Outro incentivo para o PIB veio do mercado de trabalho, que ainda mostrou força no segundo trimestre.

Os juros altos, por outro lado, travam o crescimento ao dificultar o consumo e os investimentos produtivos. O BC (Banco Central) iniciou um ciclo de cortes na Selic em março, mas a taxa básica segue em dois dígitos.

A Selic saiu de 15% ao ano no terceiro mês de 2026 para 14% em agosto, após quatro baixas consecutivas de 0,25 ponto percentual.

Os juros de dois dígitos buscam conter a inflação ao esfriar a demanda que pressiona os preços de parte dos bens e serviços. O efeito colateral esperado é a desaceleração do PIB.

O mercado financeiro espera alta de 1,92% para o PIB no acumulado de 2026, conforme a mediana das projeções do boletim Focus, do BC.

Caso a estimativa se confirme, este ano será o primeiro com taxa abaixo de 2% desde 2020. À época, a economia amargou queda de 3,3% sob efeito da pandemia.

O PIB teve alta de 2,3% em 2025. É a mesma taxa prevista pelo Ministério da Fazenda para o indicador em 2026. O FMI (Fundo Monetário Internacional), por sua vez, projeta expansão de 2,4% para este ano.

A economia pode encerrar o terceiro mandato de Lula com crescimento de 2,7% ou 2,8% em média ao ano. O cálculo considera os dados do PIB divulgados pelo IBGE de 2023 a 2025 e as previsões do mercado, do Ministério da Fazenda e do FMI para 2026.

Caso o cenário se confirme, a economia terá o maior avanço em um mandato presidencial de quatro anos desde o segundo governo Lula (2007 a 2010). À época, o PIB mostrou alta de quase 4,7% em média ao ano.

O desempenho positivo do indicador tem sido comemorado por apoiadores do presidente às vésperas das eleições, assim como a recuperação do mercado de trabalho.

Parte dos economistas, porém, alerta para o alto nível de endividamento das famílias e o quadro das contas públicas.

Fonte: noticiasaominuto

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