Agronegócio brasileiro se destaca como motor de crescimento e exportações, aponta novo livro do Ipea

O lançamento do livro Agricultura Brasileira: da Porteira para Dentro e de Fora para o Mundo, promovido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), trouxe à tona a relevância estratégica do agronegócio para a economia do país. Durante o evento, realizado na última quarta-feira (20), especialistas discutiram temas que vão desde a sustentabilidade e a competitividade do setor até políticas públicas e infraestrutura logística.

José Eustáquio Ribeiro Vieira Filho, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea e organizador da obra, destacou que o livro reúne contribuições de diferentes pesquisadores e oferece uma visão abrangente sobre os desafios e perspectivas do setor. “Nosso objetivo foi apresentar uma análise consistente sobre a agricultura brasileira, conectando temas como produtividade, crédito, comércio e logística, de forma a subsidiar políticas públicas e apontar caminhos para o desenvolvimento sustentável do agronegócio”, afirmou.

Dividida em 15 capítulos, a obra aborda questões como financiamento, inovação tecnológica, inserção internacional, mudanças climáticas e políticas públicas para o setor. O conteúdo busca oferecer subsídios para a formulação de estratégias que promovam maior competitividade, ao mesmo tempo em que garantam sustentabilidade ambiental e inclusão social no campo.

Segundo Regina Helena Rosa Sambuichi, coordenadora de Estudos e Políticas em Desenvolvimento Rural da Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais, a publicação é um importante instrumento para compreender a contribuição do agronegócio no desenvolvimento rural e nacional. “O setor possui experiências acumuladas em inovação e agregação de valor, capazes de impulsionar o crescimento econômico do Brasil”, destacou.

A diretora da Cepal no Brasil, Camila Gramkow, reforçou o papel do setor como potencializador de um novo modelo de desenvolvimento produtivo e inclusivo. Ela observou que a América Latina enfrenta desafios estruturais, como baixa capacidade de crescimento, alta desigualdade e instituições frágeis, e que políticas públicas eficazes no agronegócio podem ajudar a superar essas “armadilhas”.

Dados apresentados no evento destacam o crescimento expressivo da produção agrícola brasileira: a produção de grãos saltou de 47 milhões de toneladas em 1987 para 319,8 milhões de toneladas em 2024. Thaís de Aragão Dias, da Agrespi, ressaltou a importância de otimizar o escoamento da produção e reduzir o custo logístico no Brasil. Atualmente, 65% da matriz de transporte de cargas do país é rodoviária, enquanto apenas 20% é ferroviária, o que impacta diretamente a competitividade.

O estudo sobre comércio internacional do professor Edward Martins Costa apontou que o agronegócio responde positivamente a desvalorizações cambiais, gerando superávits comerciais, embora os resultados variem entre blocos econômicos, como União Europeia e Argentina.

A análise da inflação de alimentos, apresentada por Leonardo Chaves Borges Cardoso, mostrou que preços internacionais e a taxa de câmbio têm efeito direto sobre os alimentos no mercado doméstico, enquanto petróleo e nível de atividade econômica têm impacto limitado. Esse efeito, destacou, se repete em diferentes regiões metropolitanas do país.

Por fim, a pesquisa sobre crédito rural, conduzida por Érica Basílio Tavares Ramos, evidenciou que o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) contribui para aumentar a eficiência técnica na produção agropecuária. Municípios com maior acesso ao crédito apresentaram menores deficiências técnicas, reforçando a importância de políticas públicas voltadas à produtividade e à redução das desigualdades regionais.

De acordo com os organizadores, o futuro do agronegócio brasileiro dependerá não apenas da expansão produtiva, mas também da capacidade de incorporar inovação, garantir sustentabilidade ambiental e reduzir desigualdades regionais. A obra busca justamente oferecer insumos para esse debate, articulando conhecimento acadêmico e propostas aplicadas a políticas públicas.

Fonte: ipea.gov

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